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Eduardo Carneiro, especial para a GE.Net
Foto AFP |
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| A bola vai rolar na Áustria
e na Suíça: 16 países da Europa lutam
pelo título do mais importante torneio de seleções
do continente |
O mundo do futebol volta suas atenções para
a Áustria e a Suíça a partir deste sábado.
Considerado o segundo torneio de seleções mais
importante, atrás apenas da Copa do Mundo, a Eurocopa
tem início com 16 equipes na busca pelo título
do continente e um desfile de alguns dos craques mais badalados
no momento.
Semifinalistas do último Mundial, em 2006, Itália,
França, Alemanha e Portugal largam como favoritos à conquista.
Os dois primeiros, inclusive, se enfrentam já na primeira
fase da Eurocopa, reeditando a decisão da Copa e o
duelo na própria Eliminatória para a Euro.
No ‘grupo da morte’, as duas potências
terão que superar a sempre perigosa Holanda e a ascendente
Romênia para irem às quartas-de-final.
Menos cotadas, Espanha, República Tcheca, Croácia
e Grécia, atual campeã, chegam credenciadas
pelas ótimas campanha nos qualificatórios para
a Euro e prometem oferecer perigo aos adversários
mais tradicionais. O ‘desfalque’ nos gramados
da Áustria e na Suíça será a
Inglaterra, que deu vexame nas Eliminatórias ao cair
em pleno estádio de Wembley na última rodada
diante da Rússia, outra candidata a surpresa desta
Euro.
Mesmo com a ausência dos ingleses, porém, a
expectativa dos organizadores do torneio é positiva. “Claro
que todos os anos se espera superar os demais em termos de
número de gols, média de público e outros
itens que tornam um torneio diferenciado. Mas com certeza
a expectativa para 2008 é ainda melhor. Isso porque
as seleções classificadas estão contando
com seus principais destaques. O único ponto a se
lamentar é a ausência da Inglaterra, que tem
grandes craques. Mas isso foge de qualquer responsabilidade
da organização”, comenta o francês
Michel Platini, presidente da Uefa e astro maior da França
na conquista da Eurocopa de 1984.
Entre os destaques individuais citados por Platini, o favorito
à condição de craque da Eurocopa 2008
é Cristiano Ronaldo. O português do Manchester
United faturou os títulos da Copa dos Campeões
e do Campeonato Inglês na temporada e recebeu o prêmio
Chuteira de Ouro. Com isso, já é o mais cotado
a ficar com o prêmio de melhor do mundo da Fifa e com
a Bola de Ouro da revista France Football. No entanto,
dependendo do desempenho das seleções na Euro,
astros como o francês Franck Ribéry, o alemão
Michael Ballack e o espanhol Fernando Torres podem ameaçar
Ronaldo.
Brasil na Euro - A Eurocopa é considerada
por muitos a Copa do Mundo sem Brasil e Argentina. No entanto,
um número recorde de jogadores nascidos no país
pentacampeão do mundo vai marcar presença na
Áustria e na Suíça neste ano. Destaque
para Portugal, que conta com o recém-naturalizado zagueiro
Pepe, do Real Madrid, o meia Deco, um dos líderes da
seleção, além do técnico Luiz
Felipe Scolari.
A presença brasileira, porém, não se
restringe à equipe de nossos ‘patrícios’.
Na Espanha, o volante Marcos Senna, ex-Corinthians e atualmente
no Villarreal, briga por um lugar no time titular da Fúria.
Já o meia carioca Marco Aurélio, que em Istambul
virou Mehmet Aurélio, é dono de uma das vagas
do meio-campo da Turquia. O jogador trocou o Olaria pelo Trabzonspor,
em 2001, e seguiu para o Fenerbahce dois anos depois, adotando
a Turquia como sua nova nação em 2006.
E a longa relação de jogadores nascidos no
país e que estarão na Euro não pára
por aí: na Alemanha, o brasileiro naturalizado Kevin
Kuranyi é uma das opções para o ataque
do técnico Joachim Low. Adversária da equipe
germânica na estréia, a Polônia também
tem um tempero brasileiro. Ex-Corinthians e Flamengo, o lateral-esquerdo
Roger, hoje no Légia Varsóvia, se naturalizou
no último mês de abril e já faz parte
do grupo do técnico Leo Beenhakker.
"A minha mãe e a minha família
estão muito orgulhosos de mim. Gostaria de ver os
torcedores poloneses contentes também, o que pode
acontecer se jogarmos bem e alcançarmos alguns resultados
históricos, como seria a vitória sobre a
Alemanha na estréia", afirma Roger ao site da Uefa. “Quero
dar o meu melhor pela minha nova pátria e prometo
que não se arrependerão. Espero vir a ser
importante para a equipe".
Para Luiz Felipe Scolari, há cinco anos em Portugal, o
grande número de brasileiros no evento europeu não é uma
surpresa. "Vejo isso como normal. Os jogadores saem do Brasil
ainda muito jovens. Vão para outros locais e ficam
o tempo necessário para uma nacionalização.
Portanto, se isso é permitido através de uma
situação exigida pelos países, vejo
como normal", opina o treinador.
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