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06/06/08
Montagem sobre fotos Gazeta Press

Eduardo Carneiro, especial para a GE.Net

Foto AFP

A bola vai rolar na Áustria e na Suíça: 16 países da Europa lutam pelo título do mais importante torneio de seleções do continente

O mundo do futebol volta suas atenções para a Áustria e a Suíça a partir deste sábado. Considerado o segundo torneio de seleções mais importante, atrás apenas da Copa do Mundo, a Eurocopa tem início com 16 equipes na busca pelo título do continente e um desfile de alguns dos craques mais badalados no momento.

Semifinalistas do último Mundial, em 2006, Itália, França, Alemanha e Portugal largam como favoritos à conquista. Os dois primeiros, inclusive, se enfrentam já na primeira fase da Eurocopa, reeditando a decisão da Copa e o duelo na própria Eliminatória para a Euro. No ‘grupo da morte’, as duas potências terão que superar a sempre perigosa Holanda e a ascendente Romênia para irem às quartas-de-final.

Menos cotadas, Espanha, República Tcheca, Croácia e Grécia, atual campeã, chegam credenciadas pelas ótimas campanha nos qualificatórios para a Euro e prometem oferecer perigo aos adversários mais tradicionais. O ‘desfalque’ nos gramados da Áustria e na Suíça será a Inglaterra, que deu vexame nas Eliminatórias ao cair em pleno estádio de Wembley na última rodada diante da Rússia, outra candidata a surpresa desta Euro.

Mesmo com a ausência dos ingleses, porém, a expectativa dos organizadores do torneio é positiva. “Claro que todos os anos se espera superar os demais em termos de número de gols, média de público e outros itens que tornam um torneio diferenciado. Mas com certeza a expectativa para 2008 é ainda melhor. Isso porque as seleções classificadas estão contando com seus principais destaques. O único ponto a se lamentar é a ausência da Inglaterra, que tem grandes craques. Mas isso foge de qualquer responsabilidade da organização”, comenta o francês Michel Platini, presidente da Uefa e astro maior da França na conquista da Eurocopa de 1984.

Entre os destaques individuais citados por Platini, o favorito à condição de craque da Eurocopa 2008 é Cristiano Ronaldo. O português do Manchester United faturou os títulos da Copa dos Campeões e do Campeonato Inglês na temporada e recebeu o prêmio Chuteira de Ouro. Com isso, já é o mais cotado a ficar com o prêmio de melhor do mundo da Fifa e com a Bola de Ouro da revista France Football. No entanto, dependendo do desempenho das seleções na Euro, astros como o francês Franck Ribéry, o alemão Michael Ballack e o espanhol Fernando Torres podem ameaçar Ronaldo.

Brasil na Euro - A Eurocopa é considerada por muitos a Copa do Mundo sem Brasil e Argentina. No entanto, um número recorde de jogadores nascidos no país pentacampeão do mundo vai marcar presença na Áustria e na Suíça neste ano. Destaque para Portugal, que conta com o recém-naturalizado zagueiro Pepe, do Real Madrid, o meia Deco, um dos líderes da seleção, além do técnico Luiz Felipe Scolari.

A presença brasileira, porém, não se restringe à equipe de nossos ‘patrícios’. Na Espanha, o volante Marcos Senna, ex-Corinthians e atualmente no Villarreal, briga por um lugar no time titular da Fúria. Já o meia carioca Marco Aurélio, que em Istambul virou Mehmet Aurélio, é dono de uma das vagas do meio-campo da Turquia. O jogador trocou o Olaria pelo Trabzonspor, em 2001, e seguiu para o Fenerbahce dois anos depois, adotando a Turquia como sua nova nação em 2006.

E a longa relação de jogadores nascidos no país e que estarão na Euro não pára por aí: na Alemanha, o brasileiro naturalizado Kevin Kuranyi é uma das opções para o ataque do técnico Joachim Low. Adversária da equipe germânica na estréia, a Polônia também tem um tempero brasileiro. Ex-Corinthians e Flamengo, o lateral-esquerdo Roger, hoje no Légia Varsóvia, se naturalizou no último mês de abril e já faz parte do grupo do técnico Leo Beenhakker.  

"A minha mãe e a minha família estão muito orgulhosos de mim. Gostaria de ver os torcedores poloneses contentes também, o que pode acontecer se jogarmos bem e alcançarmos alguns resultados históricos, como seria a vitória sobre a Alemanha na estréia", afirma Roger ao site da Uefa. “Quero dar o meu melhor pela minha nova pátria e prometo que não se arrependerão. Espero vir a ser importante para a equipe".

 Para Luiz Felipe Scolari, há cinco anos em Portugal, o grande número de brasileiros no evento europeu não é uma surpresa. "Vejo isso como normal. Os jogadores saem do Brasil ainda muito jovens. Vão para outros locais e ficam o tempo necessário para uma nacionalização. Portanto, se isso é permitido através de uma situação exigida pelos países, vejo como normal", opina o treinador.

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