| Nos pênaltis,
Manchester supera Chelsea e se torna tricampeão
| Foto: AFP |
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Moscou (Rússia) - Em jogo emocionante
e de muito sofrimento, o Manchester United precisou dos pênaltis
para levantar pela terceira vez a taça da Copa dos Campeões
da Europa. Após um empate em 1 a 1 no tempo normal, com cada
uma das equipes dominando um tempo, a prorrogação
saiu sem gols e com confusão que custou a expulsão
de Drogba. Nos pênaltis, Cristiano Ronaldo bateu mal, mas
Terry e Anelka também desperdiçaram suas chances e
Van der Sar virou herói ao garantir a vitória por
6 a 5.
A repetição da cena já vista em 1968 e 1999,
com a camisa vermelha fazendo a festa, se deve ao primeiro tempo
do Manchester, que jogou melhor e abriu o placar em cabeçada
de Cristiano Ronaldo aos 25 minutos. Aos 44, o Chelsea deu sorte
e empatou com Lampard. Na segunda etapa, os azuis foram melhores,
mas não marcaram e, nos pênaltis, saiu a vitória
da equipe de Alex Ferguson.
O jogo – Mais ofensivo em toda a temporada,
o Manchester não abdicou de sua força no ataque para
mostrar ao Chelsea que pressionar em jogadas rápidas pelas
laterais seria sua arma para sair da Rússia com o tricampeonato
europeu. Rooney, Tévez e principalmente Cristiano Ronaldo,
posicionado na esquerda, se movimentavam para aproveitar os cruzamento
de Hargreaves.
Nervoso desde o primeiro minuto da decisão, o Chelsea, mesmo
com quatro jogadores com bom toque de bola no meio-campo (Ballack,
Lampard, Malouda e Joe Cole), apostava apenas em lançamentos
longos para Drogba trombar com a zaga vermelha. Estratégia
que facilitou a vida do time de Alex Ferguson.
Surpresa na escalação, Hargreaves não abdicava
de aparecer pelos lados do campo. Da direita, viu seus passes pelo
alto inicialmente serem cortados pelos defensores azuis. As chances,
porém, aumentavam com a subida dos Red Devils, que trocavam
passes em seu campo ofensivo com tranqüilidade.
Aos poucos, Cristiano Ronaldo foi aparecendo mais na partida e
demonstrando que seu potencial poderia ser decisivo. Aos 15 minutos,
deu a primeira mostra de sua coleção de dribles pedalando
em cima de Essien e chegando à linha de fundo para cruzar
para Tévez. A bola saiu forte e o argentino não conseguiu
alcançar.
O Manchester descobria que na esquerda poderia crescer em campo,
e era ajudado pelos Blues, que não conseguia manter a bola
em seu domínio. A equipe de Avram Grant só conseguiu
assustar nos primeiros 20 minutos em erro de Tévez, que deu
a bola para Lampard cruzar na área. O gol não saiu
porque Ferdinand se antecipou.
Aos 25 minutos, a justiça no jogo foi feita. E com o principal
craque. Após cobrança de lateral na direita, Brown
e Scholes trocaram passes com tranqüilidade até que
o meio-campista achou espaço para cruzar na segunda trave.
Lá estava Cristiano Ronaldo, que subiu mais alto que Essien
e testou no canto esquerdo, sem chances para Cech.
O gol acordou o Chelsea. Mas a alternativa, que antes era de lançamentos
imprecisos, passou a ser nos chutes de fora da área, todos
sem grandes sustos para Van der Sar. Mesmo com mais posse de bola,
o time não criava. Sua torcida se levantou apenas em cruzamento
de Lampard que Drogba não colocou nas redes porque Ferdinand
se antecipou, quase fazendo contra.
Mais calmo, o Manchester adiantava a marcação para
aumentar a vantagem nos contra-ataques. E não teve o desejo
realizado graças a Cech. Aos 34 minutos, Cristiano Ronaldo
cruzou para Tévez, que cabeceou na pequena área e
obrigou o goleiro a defender à queima-roupa. No rebote, Ricardo
Carvalho cortou nos pés de Scholes, que bateu e viu o arqueiro
fazer outra linda intervenção.
Aos 41 minutos, nova grande tentativa dos Red Devils em contragolpe
que Rooney cruzou rasteiro na área. Tévez se jogou,
mas não chegou a tempo de tocar para as redes e só
resvalou na bola, insuficiente até para evitar o lateral
para o Chelsea. E a seqüência de gols perdidos pelo Manchester
foi castigada.
Aos 44 minutos, Essien, com um chute aparentemente despretensioso
da entrada da área, recolocou seu time no jogo. O arremate
do ganês resvalou na defesa e sobrou limpa para Lampard aparecer
como centroavante dentro da área e empatar, com Van der Sar
já batido.
O empate reanimou a equipe londrina no segundo tempo. A equipe
de Avram Grant voltou do intervalo muito melhor e, apesar do Manchester
ter mais posse de bola nos primeiros momentos, o domínio
foi amplo do time azul, a ponto de fazer uma pressão entre
os 9 e 11 minutos que só não se tornou gol por sorte
vermelha.
O bombardeio do Chelsea começou após lindo lance
de Cristiano Ronaldo, que lançou Evra para cruzar forte,
sem chances para Hargreaves completar. No contra-ataque, a bola
não saiu mais da defesa de Alex Ferguson.
Na primeira tentativa, Essien disparou e bateu rente ao ângulo
de Van der Sar. Depois, foi Lampard que cruzou e viu Ferdinand novamente
cortar lançamento para Drogba. Na seqüência, Ballack
assustou em arremate de fora.
Acuado, o Manchester adiantou a marcação para reequilibrar
a partida. Conseguiu apenas segurar o ímpeto rival e criou
somente em jogada de Cristiano Ronaldo na esquerda em cima de Ashley
Cole, que o português chutou para fora.
Já o Chelsea soube se aproveitar do maior espaço
para partir em contra-ataques fulminantes, mas ineficientes para
desempatar a partida. Esteve perto do segundo gol em chute de Drogba
da entrada da área, aos 32 minutos, que carimbou a trave
de Van der Sar.
Depois do lance, os azuis não deixarão mais o campo
ofensivo, mas não conseguiam abrir espaços para grandes
chances, já que o Manchester passou a marcar melhor principalmente
a entrada da área. E assim a decisão caminhou para
a prorrogação.
No tempo extra, assim como na segunda etapa do tempo normal, o
Chelsea começou melhor e com três minutos acertou o
travessão de Van der Sar em lindo giro de Lampard sobre a
zaga vermelha. A partir daí, contudo, os Blues foram derrotados
por suas cãibras e deram espaço para o Manchester.
No contra-ataque, Evra partiu pela esquerda e rolou para trás,
de onde chegava Ryan Giggs para tocar no gol vazio. O desempate
só não aconteceu porque John Terry se esticou e evitou
o gol. Na seqüência, os lances não se transformavam
em gols e a emoção ficou na confusão no final
do segundo tempo da prorrogação.
Perto do encerramento do tempo extra, jogadores do Chelsea caíram
e esperavam Fair Play do Manchester, mas Tévez seguiu jogando
e irritou os londrinos, formando confusão em Moscou. Responsáveis
pelo início do empurra-empurra, o argentino e Ballack receberam
o amarelo. Já Drogba, que agrediu Vidic, foi expulso. Desfalque
importante para os pênaltis.
Nas cobranças, Tévez, Carrick, Hargreaves, Nani,
Anderson e Giggs fizeram para o Manchester, mas Cristiano Ronaldo
virou vilão ao perder sua oportunidade. No Chelsea, Ballack,
Belleti, Lampard, Ashley Cole e Kalou fizeram, mas Terry, que tinha
a chance de dar o título ao Chelsea, bateu para fora. E Van
der Sar fez linda defesa no chute de Anelka para garantir a festa
em Manchester.
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| Final - 21/05/2008 |
| 15h45 |
Manchester United |
1 x 1 |
Chelsea |
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Pênaltis:
Manchester United |
6 x 5 |
Chelsea |
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